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Política ELEIÇÕES

Léo Cunha acusa promotor de perseguição política em Estreito

Leo Cunha acusou o promotor que é responsável pelo caso de “perseguição política” sem nenhuma cerimônia.

07/10/2020 00h12 Atualizada há 3 semanas
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Por: Angra Nascimento
Léo Cunha entra em desespero e ataca promotor.
Léo Cunha entra em desespero e ataca promotor.

Após receber com muita tristeza o pedido da impugnação de sua candidatura, o candidato à prefeitura de Estreito, Léo Cunha, parece ter perdido o controle.

Na última sexta-feira (2) quando a notícia do pedido de sua impugnação começou a circular, membros do partido, apoiadores e candidatos a vereador, foram pegos de surpresa com a condenação do candidato no Tribunal Regional Eleitoral (TER).

A condenação refere-se à prestação de contas da campanha de 2018, onde o Tribunal condenou o candidato por diversas irregularidades. O resultado da condenação segundo o promotor de justiça é o candidato estar inelegível, isso porque a sentença transitou em julgado”, ou seja, não cabe mais recurso, e portanto, não existe possibilidade de qualquer reforma deste entendimento.

Na sexta-feira durante a inauguração do comitê, Léo Cunha, afirmou que “respeita a justiça”, mas que estaria sendo perseguido, sem citar quem estaria realizando a perseguição. Na ocasião ele não tocou no assunto sobre sua condenação e nem explicou porque ocorreram as irregularidades.

Nos grupos de whatsapp e rede sociais, seus defensores diziam que a impugnação era “FakeNews”, tentando levar as pessoas a acreditarem que não era verdade a notícia de sua impugnação, mas diante da publicação dos documentos da decisão do TRE e do próprio MP, seus apoiadores, acabaram decepcionados.

Ainda na tentativa de defender o candidato, vários apoiadores publicaram uma certidão do TRE de quitação eleitoral, alegando que isso era suficiente para que Léo Cunha pudesse ser candidato. A quitação é apenas um dos requisitos para que o candidato possa ter a candidatura registrada, entretanto, não foram citados os demais requisitos, dentre eles o citado pelo promotor, não possuir condenação em tribunal colegiado em trânsito julgado referente a prestação de contas, caso em que Leo Cunha se enquadra.

No domingo (4), em um grupo de WhatsApp de sua campanha, o candidato através de seu WhatsApp pessoal, partiu para guerra com o Ministério Público.

Leo Cunha acusou o promotor que é responsável pelo caso de “perseguição política” sem nenhuma cerimônia. A afirmação é grave e não parece ser adequada no atual cenário.

O promotor cumpre seu dever funcional, não pode ele ser acusado de forma pessoal, visto que o Ministério Público e um órgão e não tem personalidade física dos seus promotores.

A afirmação despertou indignação por parte de vários colegas do promotor. Alguns promotores comentaram o ataque na condição de sigilo e disseram que a afirmação do candidato é grave e atinge a toda instituição.

“Não é aceitável que um candidato, condenado com sentença em trânsito julgado, ataque um promotor, principalmente porque ele mesmo causou a situação em que se encontra”.

Uma fonte próxima a promotores da cidade de Imperatriz, afirmou que Léo Cunha deveria respeitar o órgão e aguardar a definição da justiça: “Em face da afirmação vejo que o candidato tenta distorcer os fatos, pois, não existe perseguição alguma, apenas a aplicação da lei”.

A situação de inelegibilidade negada por Léo Cunha, parece ter abalado as estruturas de sua campanha, diante a gravidade do caso e de sua resposta, atacando inclusive o Ministério Público.

 

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