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Ministério Público flagra pesquisa fraudulenta realizada por militantes de Léo Cunha em Estreito

O flagrante foi realizado pelo promotor de justiça, que ao solicitar os documentos de identificação aos abordados, recebeu reposta negativa.

14/11/2020 13h27 Atualizada há 2 semanas
Por: Angra Nascimento
Ministério Público flagra pesquisa fraudulenta realizada por militantes de Léo Cunha em Estreito

Sem qualquer nome, identificação ou uniformes, militantes de Léo Cunha, foram flagrados realizando pesquisa eleitoral no residencial Newton Coelho, na cidade de Estreito.

Os "entrevistadores" segundo as testemunhas, adentravam nas residências e após realizarem as perguntas, tentavam manipular o resultado da pesquisa realizada, perguntando como poderiam convence-las a mudar de voto, isso quando a resposta era Dr. Cássio e Jackson Pereira.

O flagrante foi realizado pelo promotor de justiça, que ao solicitar os documentos de identificação aos abordados, recebeu reposta negativa.

Eles negaram que estariam realizando pesquisa, alegando que estavam fazendo outra atividade, o que depois foi desmentido pelas testemunhas que nos seus depoimentos.

O promotor que esteve no local, perguntou aos envolvidos se eles tinham algum envolvimento político com candidatos, buscando comprovar a ligação entre eles e algum candidato, sendo assim responsável pela fraude. Todos mentiram, negando a participação e ligação com qualquer campanha ou partido.

Durante a investigação, foi descoberto que os "entrevistadores" são militantes do candidato Léo Cunha, engajados na campanha.

O veículo utilizado no transporte dos pesquisadores pertence ao presidente do PT de Estreito, que também é apoiador e faz parte da Coligação de Léo Cunha.

A pesquisa fraudulenta pode ser usada de várias formas, uma delas segundo se apurou, é a utilização dos dados por uma empresa de de outro Estado, que utilizam os dados coletados por estes militantes para publicar uma pesquisa registrada no TSE, mas o resultado falso e manipulado.

Os flagrados realizando a pesquisa, tentaram se esconder colocando as pastas dos questionários no rosto, impedindo o registro das imagens. Apesar disso, foi possível identificar alguns dos envolvidos nesta pesquisa fraudulenta patrocinada por alguém que deseja se beneficiar.

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